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Capa da revista The Economist, publicada em 2009, com o Cristo Redentor decolando do Corcovado motivou a discussão sobre as múltiplas identidades brasileiras proposta pelo 1º Ciclo ESPM de Comunicação e Marketing, realizado em 2012. Quatro anos depois, a mesma revista, em edição de 2013, atualizava a capa anterior com a imagem de um Cristo voando de forma desgovernada, com o títuloHas Brazil blow it? perguntando se o Brasil “estragou tudo”, tendo em vista as manifestações populares e a diminuição do crescimento medido pelo PIB, entre outras questões.

O que chama a atenção, nos dois momentos é a concepção de estágios de desenvolvimento propostos na década de 60 de Walt W. Rostow, que subsidia a ideia atual de países “emergentes”, para quem os países subdesenvolvidos deveriam teriam um momento de arranque (take off)e marchariam rumo ao desenvolvimento.

Uma concepção criticada por Paul Baran e E. J. Hobsbawm (1961), entre outros, que não consideram o setor “atrasado” como uma etapa anterior ao “desenvolvido”, mas como dois sistemas contemporâneos e economicamente interdependentes. Ou seja, a situação dos países “desenvolvidos” é mantida graças a existência dos países “subdesenvolvidos”, o que convidaria o Brasil é convidado a permanecer numa posição subserviente ou na melhor das hipóteses repetir o modelo de exploração que permitiu a ascensão dos países “desenvolvidos”. 

Tendo isso em vista o evento se propõe, a partir do âmbito da comunicação e das representações, a retomar as reflexões que contribuam para o Brasil apropriar-se criticamente da posição que ocupa no mundo. Para tanto, selecionamos alguns Brasis que nos ajudam a pensar em possíveis identidades que dialoguem com as características do país e das quais possamos fazer uso. Uma multiplicidade identitária que permite imaginar outros papéis no cenário global.